Faturação eletrónica

Como é a fatura eletrónica no Paraguai

Faturação Eletrónica Nacional paraguai

A implementação da Fatura Eletrónica no Paraguai, planificada pela Subsecretaria de Estado de Tributação (SET), pretende melhorar a cobrança tributária e travar a fraude fiscal no país. O projeto atual de Faturação Eletrónica no Paraguay teve início em 2017. Planeada de forma escalonada, parte de uma fase voluntária rumo a uma progressiva utilização por parte das empresas e dos contribuintes. 

 

 

Índice [Esconder]

Sistema Integrado de Faturação Eletrónica Nacional - SIFEN 

O Sistema Integrado de Faturação Eletrónica Nacional (SIFEN) estabelece o novo regime tributário do Paraguai. O SIFEN, através da plataforma e-kuantia, é o sistema através do qual se emite, recebe, valida, armazena e dispõe os serviços de consulta dos Documentos Tributários Eletrónicos ou DTE.

A implementação da Fatura Eletrónica no Paraguai, planificada pela Subsecretaria de Estado de Tributação (SET, Subsecretaría de Estado de Tributación), pretende melhorar a cobrança tributária e travar a fraude fiscal no país. O atual projeto de Faturação Eletrónica no Paraguai teve início em 2017 e compreende várias fases de implementação: plano piloto, adesão voluntária e obrigatoriedade. 

Situação atual da implementação da fatura eletrónica no Paraguai

O sistema SIFEN encontra-se, atualmente, na fase de "Adesão Voluntária", que teve início em agosto de 2019. Durante este período, os faturadores eletrónicos vão sendo incorporados voluntariamente, assim como novos DTE e Eventos associados a declarar. Recentemente, através da Resolução Geral n.º 95/2021, ampliou-se a lista de nomes de faturadores eletrónicos para esta fase. A norma estabelece ainda que os faturadores eletrónicos deverão "emitir todos os seus documentos fiscais apenas por via eletrónica" , de acordo com o calendário estabelecido pela SET.

  •   1 de janeiro de 2022: Plano piloto.
  •   1 de abril de 2022: Adesão voluntária.

Além disso, os novos contribuintes que quiserem aderir ao SIFEN poderão fazê-lo a partir de abril de 2022. 

Tipos de DTE do Paraguai

  • Recibos de vendas eletrónicos
    • Fatura eletrónica
    • Fatura eletrónica de importação
    • Fatura eletrónica de exportação
  • Documentos complementares eletrónicos
    • Nota de crédito eletrónica
    • Nota de débito eletrónica
  • Nota de remissão eletrónica
  • Autofatura eletrónica

Formato dos DTE do Paraguai 

Diferencia-se entre dois tipos de formato para os DTE, o Documento Eletrónico e Documento Tributário Eletrónico, dependendo da utilização da validação prévia ou posterior. 
DE: Documentos Eletrónicos (Fatura Eletrónica, Fatura eletrónica de Exportação, Fatura Eletrónica de Importação, Nota de Crédito eletrónica, Nota de Débito eletrónica, Autofatura eletrónica, Guia de Remessa eletrónico, outros Documentos Eletrónicos) gerados pelo sistema de faturação de um emissor eletrónico autorizado. 

DTE: corresponde à conversão de um DE que superou satisfatoriamente todas as validações estabelecidas, e que se encontra armazenado no SIFEN, através do qual pode ser utilizado como cópia de segurança para fins tributários, comerciais, contabilísticos e jurídicos.

KUDE - Representação gráfica da fatura eletrónica

No caso de remessas de mercadorias ou quando o recetor não seja faturador eletrónico, deve ser entregue uma representação gráfica chamada KuDE. O KuDE pode ser entregue em formato impresso ou digital. É um documento tributário auxiliar que expressa de forma simplificada uma transação que foi apoiada por um DE. O KuDE deve ser mantido durante, pelo menos, 6 meses. 

Como funciona a Fatura Eletrónica no Paraguai?

  • As faturas eletrónicas são geradas no formato XML e devem registar a timbragem outorgada em cada documento.
  • Deve-se incluir em cada documento eletrónico a assinatura digital e o código de controlo para assegurar a autenticidade e a integridade do mesmo.
  • O Faturador eletrónico deve remeter para a Administração Tributária os Documentos Eletrónicos para a sua validação.
  • Uma vez recebidos, o SIFEN irá verificar a sua validade. Caso cumpram os requisitos, adquirem o valor de Documento Tributário Eletrónico e, só a partir desse momento, serão válidos para, em cada caso, apoiar o crédito e o débito fiscal do IVA, assim como as vendas de bens e serviços, os custos e os gastos aos impostos sobre os rendimentos.
  • A fatura eletrónica tem validade jurídica, assim que estiver validada e autorizada pela SET.
  • O faturador eletrónico tem a obrigação de consultar o resultado do processo de verificação através do sistema web service disponibilizado pela Administração Tributária.
  • Quando o comprador for um Recetor Eletrónico, o faturador deve enviar os DTE por web service, correio eletrónico, mensagem de dados ou colocá-los num sistema de informação para que possam ser descarregados. Por sua vez, o recetor deve manifestar a sua conformidade ou rejeição relativamente aos DTE recebidos, indicando, neste último caso, o motivo.
  • Quando o comprador for um recetor não eletrónico, o faturador deve entregar uma representação gráfica do documento em formato físico ou enviar de forma digitalizada por correio eletrónico, ou disponibilizá-lo para ser descarregado.

Os DTE devem ser conservados e deve-se assegurar a sua confidencialidade, integridade, acessibilidade e consulta posterior.

Requisitos para ser emissor de documentos tributários eletrónicos.

  • Estar autorizado pela Administração Fiscal como faturador eletrónico.
  • Adquirir o certificado digital dos Prestadores de Serviços de Certificação autorizados, com o objetivo de garantir a autenticidade, integridade e não repúdio dos Documentos Eletrónicos (DE) emitidos, para o qual deve conter o Registo Único de Contribuinte (RUC) do faturador eletrónico.
  • Ter o apoio técnico adequado para a faturação e que permita a emissão, receção e conservação.
  • Cumprir o processo de testes obrigatórios no ambiente de testes previsto para o efeito pela SET, a fim de garantir a qualidade das informações enviadas e recebidas nos DE.
  • Solicitar a autorização e o carimbo para os DTE através do sistema de gestão tributária Marangatu, utilizando para o efeito a sua Chave de Acesso Confidencial de Utilizador, devendo para o efeito estar em dia no cumprimento das suas obrigações tributárias e contar com RUC ativo.
  • Solicitar o Código de Segurança do Contribuinte (CSC) à SET para a geração do QR a imprimir nos KuDE (representação gráfica simplificada de um DE ou DTE em formato físico ou digital visível), associado aos seus DE.

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